Consultoria de Imagem não entrega autoestima!

Estou fazendo um curso com um grupo de consultoras de imagem e já na primeira aula saiu a discussão “consultoria de imagem NÃO entrega autoestima”. Não que não seja possível, mas uma consultora de imagem não pode te prometer isso.

Não fui eu quem puxou a discussão e confesso que eu também fiquei um pouco impactada!

Apenas as roupas, ou um novo estilo, não são suficientes para resolver os problemas de autoestima de uma pessoa.

Como o corpo humano!

É como se a autoestima fosse o corpo humano! Temos um esqueleto, musculatura e pele.

Se você está com os ossos quebrados é impossível manter uma boa sustentação da musculatura e da pele! É provável que você não pare em pé!

Nino Liverani Via Unsplash

Talvez seja um pouco complicado de compreender, justamente porque autoestima e imagem pessoal se influenciam mutuamente. Nossa imagem pessoal influencia sim a nossa autoestima, afinal ela tem papel muito importante na forma como nos vemos e na construção que fazemos sobre quem somos e o que merecemos. Contudo, sem uma boa autoestima (estamos falando aqui de um nível razoável, eu ainda tô pra ver alguém com uma autoestima 100%), é impossível sustentar por muito tempo uma imagem pessoal autêntica e saudável.

Uma coisa não vive sem a outra percebem? E eu acredito que o ponto da discussão era esse!

Consultoria de Imagem e Autoestima

Se a pessoa que procura a consultoria de imagem está razoavelmente satisfeita com quem é, de uma maneira global, o trabalho faz muito sentido pra ela e pode resultar em ainda mais satisfação.

Entretanto, se é uma pessoa com baixa autoestima e se a imagem é causa ou consequência disso, a coisa pode ser um pouco diferente. Porque, naturalmente, o trabalho de consultoria de imagem não vai dar conta sozinho de lidar com os problemas de autoestima dessa pessoa. Pode ser que, momentaneamente, ele traga alguma satisfação, mas se a gente não reparar os ossos, esse esqueleto fragilizado, no médio prazo, essa pessoa não conseguirá sustentar a imagem que foi construída a partir da consultoria.

Portanto a tendência é que o trabalho não se sustente!

mulher bem vestida mas sem autoestima
Raphaela Vergud via Unsplash

Eu mesma já recebi clientes que já haviam passado pela consultoria de imagem, mas que devido a questões emocionais/psicológicas não conseguiram sustentar o estilo que foi construído na consultoria.

Para que a gente dê conta de sustentar uma imagem pessoal poderosa, impactante, bonita e o que mais você quiser que ela seja…. é preciso que você acredite que isso É QUEM VOCÊ É e que VOCÊ MERECE os resultados que advém dela!

E aí meus amores, o buraco é mais em baixo!

Um processo multifatorial

A princípio é sempre bom pontuar que aquilo que desejamos dificilmente passa longe do que somos! Pode ser necessária uma lapidação, mas é pouco provável que aquilo que você deseja seja muito distante daquilo que você é!

A gente só costuma não acreditar que tudo isso que a gente deseja e busca já está, na verdade, dentro de nós mesmas!

Autoestima é um PROCESSO multifatorial!

  • Processo: de novo, é como o corpo humano. Se você parar de se alimentar morre de fome. Analogamente, pode ainda ser como um carro, se você não abastece, ele pára de andar.
  • Multifatorial: depende de muitos fatores que atuam em conjunto e não isoladamente.

Autoestima é muito mais um estado interno do que uma simples resposta a um estímulo externo, como uma roupa! E manter uma boa autoestima é um trabalho contínuo. A gente não pára nunca!

caminho da autoestima
Alexander Ramsey via Unsplash

Normalmente um trabalho para obter uma melhora consistente e duradoura da autoestima envolve PSICOTERAPIA!

E, assim sendo, Fashion Psychology sai disparado na frente! O trabalho de um psicólogo que trabalha Psicologia da Moda, vai além da roupa. Muito além!

Re-forma Visual e Autoestima

No método Re-forma Visual nós temos encontros inteiros destinados a trabalhar os aspectos emocionais e psicológicos da sua imagem pessoal E DA SUA AUTOESTIMA!

Semana passada eu atendi uma cliente, 6 meses após a finalização do seu processo, pra gente avaliar os resultados obtidos e, mais importante, mantidos, desde então.

E ela escolheu uma palavra para descrever o seu resultado que me fez cair pra trás: “ESTÁ INCORPORADO!”, ela disse.

Eu fiquei muito feliz!

Ela escolheu essa palavra aleatoriamente e sem nenhuma interferência minha. E é uma palavra que significa muito, portanto minha emoção.

Veja só:
Nós argumentamos que, assim como experiências físicas, a experiência de usar roupas desencadeia conceitos abstratos associados e seus significados simbólicos. Mais especificamente, nós postulamos que a experiência de vestir causa nas pessoas a “incorporação” das roupas e de seus significados simbólicos. Consequentemente, quando uma peça de roupa é vestida, ela exerce influência nos processos psicológicos de quem as usa pela ativação de conceitos abstratos associados através do seus significados simbólicos – semelhante ao modo pelo qual uma experiência física, que é, por definição, já incorporada, exerce sua influência. (GALINSKY, Adam D.; ADAM, Hajo. Enclothed Cognition. In: Journal of Experimental Social Psychology, n.48,p.918-925, 2012)

Esse texto é meio complexo de entender mesmo, contudo eu precisava deixar isso registrado! Esse trecho é da pesquisa que cunhou o termo “cognição indumentária” que vocês me veem falando por aí toda hora!

Vale ler esse post AQUI pra entender melhor.

Em síntese, isso significa que nossa imagem pessoal tem o poder de influenciar nossos processos cognitivos e psicológicos. Isso acontece porque as roupas que vestimos, desde que estejam no nosso corpo, são incorporadas pela nossa mente juntamente com o significado que damos a elas. Em outras palavras se você acha que pessoas inteligentes e importantes usam terno. E se você começar a usar, sistematicamente, ternos, a sua mente vai incorporar esse significado a sua construção de eu (quem você acredita ser).

O nosso cérebro precisa de congruência para não entrar em parafuso. Portanto essa incorporação faz com que nossa mente afete nossos processos cognitivos básicos, como atenção, concentração, criatividade, etc. Assim seu comportamento no mundo externo valida a percepção que foi incorporada.

Logo você começa a agir de maneira mais concentrada e criativa, as pessoas começam a perceber e te dão feedbacks, você fica mais produtivo, o que aumenta a percepção de competência, etc. Assim o seu cérebro valida: tá vendo só como você é competente, criativo e inteligente!

É um círculo virtuoso de autoamor e autoestima.

Resultados Práticos!

Ben White via Unsplash

Essa cliente viu o seu processo de Re-forma Visual refletir positivamente nas suas duas últimas avaliações de desempenho. Foi promovida e hoje é responsável por uma equipe maior e por duas grandes cidades do Brasil.

E percebeu sim um aumento da autoestima, o que pode ser avaliado através do aumento de sentimentos de autovalia e de comportamentos de autocuidado, que tornaram-se hábitos frequentes em sua rotina. O processo se automatizou. Hoje ela faz naturalmente, com muito menos esforço do que no início e, na verdade, não se imagina mais sem esses hábitos. Isso é prova de sucesso do treino comportamental que nós fazemos na Re-forma Visual. A prova de que é muito mais do que apenas roupas, harmonia ou estética!

Vejam as palavras dela: “me sinto mais bem vestida, mais segura e confiante”, “me sinto mais bonita”

Não é a primeira cliente que me dá esse feedback e a partir de agora eu vou começar a metrificar essa informação!

É isso gente! Trabalhar a imagem pessoal com um psicólogo pode sim te entregar autoestima!

Missão cumprida!

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